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domingo, 3 de fevereiro de 2013

Piodermatite: Série doenças caninas



Por Dra. Cibele Nahas Mazzei


PIODERMATITE


Piodermite nada mais é da infecção bacteriana da pele (pus =dermite = inflamação da pele). Podemos também chamá-las de foliculites bacterianas, pois, via de regra, estas infecções envolvem os folículos pilosos, que são os locais da pele de onde nascem os pêlos.


Existem inúmeras causas para que elas aconteçam isto porque a bactéria, principal causadora da doença em cães e gatos, é o Staphylococcus spp, que também faz parte da própria microbiota cutânea, isto é, vive na pele normal dos animais saudáveis sem causar nenhum problema. Então, sempre há um fator desencadeante que faz com que se quebre o equilíbrio entre a população bacteriana e o hospedeiro, levando a uma proliferação bacteriana excessiva e sem controle, o que ocasiona as lesões e os sintomas caracterísiticos. Este é o principal motivo que torna as piodermites tão freqüentes: o fato de serem manifestações de várias outras doenças que citaremos a seguir.
Como são as lesões?

Embora o nome da doença indique que deve haver a presença de pus, isto não ocorre na maioria das vezes. As lesões se manifestam de múltiplas formas: pápulas (pequenas elevações) avermelhadas recobertas por crostas (vulgarmente seriam “casquinhas”), pequenas bolhas com pus (pústulas), perda de pelame de forma circular recobeta por escamas, úlceras (perda de tecido profunda), erosões (perdas superficiais de tecido).
Como pode ser dado o diagnóstico?

O clínico pode fazer isto através do aspecto das lesões e da citologia do material (análise microscópica). Por vezes se torna também necessária a cultura microbiológica do material obtido das lesões.


O mais importante, contudo, não é diagnosticar a piodermie, mas sim identificar suas causas. Para isto o veterinário deve fazer uma investigação detalhada quanto a possíveis alergias, seborreia  sarna negra, desequilíbrios hormonais, presença de pulgas ou de outros parasitas, carências nutricionais, micoses, doenças auto-imunes, etc. Por fim, há casos em que não se descobre a causa, e estes são chamados de idiopáticos.
O tratamento consiste no uso de antibióticos, xampus anti-sépticos ou anti-seborreicos e, principalmente, na identifiação e correção das causas de base.


Dra. Cibele Nahas Mazzei

CRMV SP 6011
M. V. Mestre em Dermatologia Veterinária pela USP.
www.dermatopet.com.br

* este artigo pode ser publicado livremente em Revistas, Jornais, Newsletters e outros meios de comunicação, desde que a biografia do autor permaneça intacta e a fonte do artigo seja citada. Fonte do Artigo: www.greepet.vet.br

sábado, 26 de janeiro de 2013

Hepatite infecciosa canina – Doenças Caninas – Hepatite em cães


Hepatite infecciosa canina – Doenças Caninas

Essa é uma doença viral espalhada por contato direto. Os casos brandos duram somente um ou dois dias, com o cão sofrendo uma febre branda e tendo baixa contagem de células sanguíneas brancas. Filhotes muito jovens, de duas a seis semanas de idade, podem sofrer de uma forma da doença que surge rapidamente. Eles têm uma febre, as amígdalas ficam inchadas e seus estômagos doem. Muito rapidamente eles podem entrar em choque e morrer. O ataque é rápido e inesperado: o filhote pode estar bem em um dia e entrar em choque no seguinte. A forma mais comum de hepatite infecciosa canina ocorre em filhotes quando têm de seis a dez semanas de idade. Eles mostram os sinais usuais de febre, falta de energia e amígdalas inchadas e linfonodos. Um cão cujo sistema imunológico responde bem começa a se recuperar em quatro a sete dias. Em casos graves, contudo, o vírus ataca as paredes dos vasos sanguíneos e o cão começa a sangrar pela boca, nariz, reto e aparelho urinário. Se seu filhote tem hepatite infecciosa, irá precisar de fluidos intravenosos, antibióticos e pode até mesmo precisar de uma transfusão de sangue.

Dr. William Fortney. “HowStuffWorks – Tratamento médico para cães”. http://casa.hsw.uol.com.br/tratamento-medico-para-caes2.htm

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

POSTURAS SUBMISSAS


Existem dois tipos de submissão: ativa e passiva.
SUBMISSÃO ATIVA

Na submissão ativa o cão encolhe o corpo, abaixa a garupa com o rabo entre as pernas. A frente do corpo também é rebaixada.
A expressão facial não é ameaçadora. Todas as partes do corpo são mantidas para trás: as orelhas, os cantos da boca, os cantos dos olhos. O cão desviará o olhar, evitando manter contato visual.
O cão se movimentará de forma rastejante em frente do outro cão ou pessoa. Quando estiver nesta postura, o cão irá lamber a boca de seu superior na escala hierárquica.
SUBMISSÃO PASSIVA

Nesta postura o cão fica paralizado. Vira de barriga para cima, cauda firmemente apertada contra a barriga, cabeça virada para um lado, tentando evitar o contato visual. Poderá urinar quando nesta postura, mas não se moverá. Poderá lamber seus próprios lábios ou nariz.


COMPORTAMENTO DE SAUDAÇÃO
Existe a saudação que ocorre entre os membros da matilha, humana ou canina e entre estranhos em território neutro.

SAUDAÇÃO AOS MEMBROS DA MATILHA
As pessoas que convivem na mesma casa que o cão são recebidas da mesma forma que um membro da matilha. O cão abana a cauda em linha horizontal, e pode latir. Irá pular na tentativa de lamber os lábios da pessoa.
Alguns cães mostram os dentes durante a saudação. Seus lábios são puxados para trás, expondo os dentes da frente, atitude que muitas pessoas confundem com um gesto agressivo. Esta é a expressão mais próxima de um sorriso que um cão pode alcançar.
Quando cães da mesma matilha se cumprimentam, a posição da cauda indica o "status" na hierarquia social. Quanto mais alta for portada, mais superior é o cão em relação aos outros. O membro mais inferior da matilha irá manter a cauda baixa enquanto a abana, normalmente rebaixando também o corpo. É comum se ver o comportamento submisso ativo no ritual de saudação.

SAUDAÇÃO EM TERRITÓRIO NEUTRO
Quando dois cães estranhos do mesmo sexo se encontram em território neutro, apresentam uma série de movimentos padronizados, quase como uma coreografia. Se ambos os cães apresentarem um comportamento normal, e tiveram uma socialização canina adequada, aprendendo a entender e usar a linguagem corporal apropriada, o comportamento de saudação não é combativo. Irão se aproximar com curiosidade, checar o sexo e o cheiro do outro e iniciarão uma série de movimentos para estabelecer qual é o dominante e o submisso. Um deles poderá colocar sua cabeça no ombro do outro, e depois o outro poderá fazer o mesmo. Podem se mover em círculos, continuando a cheirar e estabelecer sua própria hierarquia. Então, quando o ritual estiver completado, poderão individualmente urinar (no caso dos machos) ou poderão começar a brincar juntos. Se lhes for permitido passar pela fase de saudação sem a nossa intromissão, raramente ocorre uma briga. Brigas entre cães estranhos em território neutro normalmente são causadas pela intervenção humana. O dono se assusta com a presença de outro cão e irá ou encorajá-lo a lutar ou tentará puxar o cão pela guia. A guia provavelmente é a responsável pela maioria das brigas caninas em território neutro. Quando seguramos a guia firmemente tencionada durante uma saudação, ou tentamos levá-lo para longe do outro cão puxando a guia, uma série de fatores ocorrem. Em primeiro lugar, a guia tencionada causa uma resposta agressiva. Em segundo lugar, ao puxarmos a guia para trás, inadvertidamente mudamos a postura corporal do cão. O cão poderá estar ciente que deverá mostrar submissão à um cão mais dominante mantendo uma postura corporal mais baixa, no exato momento em que seu dono puxa a guia, com isso levando a cabeça do cão para cima, aumentando sua estatura e enviando, ao outro cão a mensagem de que ele está tentando ser o cão dominante.
POSTURA DE CONVITE PARA BRINCAR

Ao convidar um outro membro para brincar, o cão abaixa a parte da frente do corpo e levanta a traseira, como se fizesse uma mesura podendo abanar a cauda que se mantém na horizontal ou acima da linha do dorso. Poderá também correr em pequenos círculos com a garupa e a cauda encolhidas.



STRESS

Mesmo não sendo exatamente uma postura, é importante reconhecer seus sinais. Quando um cão está sob stress, mantém o corpo e a cauda abaixados, orelhas e cantos da boca para trás e estará ofegando ou passando a língua pelos lábios. Um cão estressado transpira pelas almofadas plantares e dependendo do piso poderá se ver suas pegadas molhadas. As pupilas estarão dilatadas.
Quando um cão está sob stress, não poderá ocorrer aprendizado.
Os olhos do cão são um excelente indicativo de seus pensamentos.
Ao observarmos sua expressão saberemos o exato instante em que ele pensar em atacar, pois seu olhar se tornará fixo e endurecido, também saberemos reconhecer o olhar de ansiedade, alegria, súplica, chateação.
Ser capaz de reconhecer a linguagem corporal canina é fundamental. Compreender o cão nos permite lidar com ele de forma correta e inteligente, pois seremos capazes de saber o que se passa pela sua cabeça antes que seus pensamentos sejam transformados em ação. Desta forma, atingiremos o objetivo de mostrar ao cão o comportamento que nos desagrada com muito mais rapidez.
Helena A. Hestermann info@happydogs.com.br

domingo, 2 de dezembro de 2012

Família em Salvador mostra cão com mancha em forma de número no pelo


cachorro (Foto: Egi Santana/G1)       
'Achei que era sujeira, comecei a esfregar e ele choramingou', diz dona.
Situação inusitada surpreendeu donos que adotaram o pequeno 'Pitt'.
cachorro (Foto: Egi Santana/G1)
Pitt', como foi apelidado, nasceu com uma mancha em forma do numeral 1  (Foto: Egi Santana/G1)

Um cachorro de apenas 29 dias de vida surpreendeu uma família em Salvador desde quando foi adotado, na segunda-feira (26), dia em que chegou à nova casa, no bairro de Itapuã, na orla da capital baiana. 'Pitt', como foi apelidado, nasceu com uma mancha no formato do numeral '1' no pelo.

'Eu achei que era sujeira, aí comecei a esfregar, passar produtos para limpar, mas ele começou a choramingar e nada do número sair. Aí a gente viu que era uma pinta mesmo', conta a dona do animal, Rosa Maria Carvalho.

Pitt, que ganhou esse nome em homenagem ao ator americano Brad Pitt, chegou à casa da funcionária pública doado por um amigo dela. O animal foi adotado junto com a irmã, a cadela Bela, que é preta com manchas brancas, mas não tem a mesma marca inusitada.


'É bem característico, bem claro. Todo mundo ficou muito impressionado', conta Carla Carvalho, filha de dona Rosa e uma das donas do animal, que relatou o caso ao VC no G1.
Segundo ela, os dois animais nasceram em um abrigo de Salvador. 'A gente viu o caso do cachorro que nasceu com um sinal em forma de coração, aí resolvemos mostrar Pitt às pessoas', conta.

Prisco Lucas, de 20 anos, foi a pessoa que doou os animais à família de dona Rosa. Ele conta que acompanhou o nascimento de Pitt e que se assustou ao encontrar a mancha no cão. 'Ele foi o último a nascer de nove filhotes. Quando ele nasceu, eu vi um ponto preto e tive que olhar. Aí vi que tinha uma mancha. Depois disso, todo mundo ficou pedindo ele, mas já tinha acertado com dona Rosa', explica.

Os pelos mais escuros, que contrastam com o restante do corpo do animal, nascem com a coloração diferente desde a raiz. Com o morador ilustre recém-chegado, a família de dona Rosa Maria tem dedicado a ele todas as atenções e mimos. 'Como ele é uma mistura de pit bull com vira-lata, a gente chama ele de Pitt lata', brinca Carla Carvalho.

 Fonte: G1 - Publicado neste site em 30/11/2012

sábado, 27 de outubro de 2012

Clientes revoltados com agressões a cães tentam invadir pet shop

    
Polícia foi ao pet shop Quatro Patas, no Rio, onde cenas de agressão a animais foram gravadas
     
A polícia deixou há pouco a porta da pet shop Quatro Patas, no Engenho de Dentro, zona norte do Rio. Lá foram gravadas cenas de agressão a animais que revoltaram todo o País. Mais cedo, dezenas de pessoas se dirigiram para o estabelecimento e tentaram invadir a loja. A polícia foi chamada e garantiu a segurança do local.
    
A reportagem foi revelada pela Rede Globo, e mostra Daniel Barroso, 20 anos, dando socos na cabeça de animais totalmente dominados, enquanto dava banho nos bichos. Daniel é filho de Solange, proprietária da pet shop.
    
A empresária Roberta Fontes ainda permanece no local. Era lá que ela deixava seu cão Oliver, da raça chow chow, para tosa e banho todas as quartas-feiras. Ela contou que o animal mostrava receio em ir para a loja, mas ela jamais desconfiou que ele pudesse sofrer agressões. Para a empresária, tratava-se de pirraça normal de um cachorro que não gostava de ficar horas preso sendo tosado e limpo.
    
Em alguns dias, Roberta lembra que era justamente Daniel quem buscava, de carro, seu cachorro para a tosa e banho. 'O Oliver se mijava todo (sic) quando tinha que ir para a pet shop. Ele não queria entrar no carro de jeito nenhum. Ele passou a ser levado numa espécie de gaiola, já que morria de raiva quando tinha que ir', afirmou.
    
Assim que viu as imagens das agressões na televisão, Roberta não pensou duas vezes. 'Vim correndo para cá, para matar esse desgraçado e quebrar isso aqui tudo', declarou.
    
Entre os vizinhos, o clima é de perplexidade. A dona de casa Enir Antônio, que mora em frente à loja, comentou jamais ter imaginado que Daniel pudesse agredir os animais. Segundo ela, o rapaz era 'educadíssimo' e muito tranquilo.
'Ele vinha pegar minha cachorra para dar banho, e ela ficava toda feliz, saía pulando em cima dele. Foi uma surpresa total. Estou pasma e chocada até agora', afirmou.
    
Ao lado dela, a também dona de casa Cristina Pereira tinha a mesma sensação de incredulidade. Cristina também deixava seu cachorro, da raça poodle, na pet shop, e nunca notou qualquer comportamento estranho no animal depois da ida à loja.
    
As donas de casa contaram ainda que Solange, a dona da pet shop, costumava pegar cachorros na rua para cuidar. 'Ela sempre foi uma pessoa muito boa, tratava todo mundo muito bem. É inacreditável', afirma Cristina.
    
A pet shop Quatro Patas funcionava há quatro anos na rua Pernambuco, no subúrbio do Rio, contou o proprietário do imóvel, que não quis se identificar. Assim que viu a reportagem, correu para o local, preocupado com um possível quebra-quebra de pessoas revoltadas.
'Cheguei aqui e tinha gente chutando a porta, tentando invadir. Liguei para a polícia, afinal de contas, é meu patrimônio. Foram 18 anos de trabalho para adquirir isso aqui', contou.
    
O dono do imóvel também já tinha deixado seu animal na loja para receber cuidados, e nunca desconfiou de nada. Segundo ele, Solange era uma ótima inquilina e pagava em dia o aluguel.
 
 
Fonte: Terra Notícias - Publicado neste site em 27/10/2012
 
 

 

domingo, 14 de outubro de 2012

CÃES TAMBÉM TEM ALERGIA

Os veterinários são unânimes: essa é a queixa campeã nos consultórios. As substâncias que irritam os bichos de estimação são, no fundo, as mesmas que disparam a alergia em seres humanos, diz a veterinária Tânia Parra, professora da Universidade Metodista de São Paulo, em São Bernardo do Campo, no Grande ABC.
Dermatite alérgica a picada de pulga (dapp)
Equivale à nossa alergia a picada de insetos só que, nos bichos, a pulga é sempre a maior culpada.
Sintomas: quando uma proteína da saliva do inseto cai na circulação do animal, o organismo reage para combatê-la. Surge a coceira intensa e, em conseqüência, lesões que enfraquecem e derrubam os pêlos. No cão, a região mais afetada é aquela próxima à cauda. No gato, o pescoço é o alvo preferido.
Tratamento: extermine as pulgas e cuide dos ferimentos com medicamentos específicos, receitados pelo especialista.
Dermatite atópica nos animais
Por trás dela, podem existir os mais diversos agentes: pólen, perfume (usado depois do banho em pet shops ou até mesmo o do dono), ácaro, mofo, fumaça de cigarro, produtos de limpeza, lã, remédios, plástico, e por aí vai. É comum no cachorro e bem rara no felino.
Sintomas: muita coceira, vermelhidão e descamação na pele, com lesões provocadas pelas unhas do bicho.
Tratamento: a saída é ficar de olho no ambiente em que o animal vive para afastar a causa. Se você não identifica a razão do coça-coça, pode recorrer a um exame de sangue que, diga-se, é caro e não apresenta resultados precisos. O material é colhido no consultório e analisado nos Estados Unidos. As feridas são tratadas com xampus especiais e medicamentos.

Sintomas: são idênticos aos da alergia atópica.
Tratamento: substitua a ração de sempre por fórmulas especiais. Só que isso nem sempre surte efeito, avisa o veterinário Marcos Fernandes, de São Paulo. Por isso, às vezes eu recomendo refeições caseiras aos bichos muito alérgicos, como arroz ou batata cozida, peito de frango desfiado e um legume, que pode ser chuchu ou abobrinha.
Alergia alimentar em animais
Os cães são as principais vítimas. Aditivos, conservantes e outras substâncias químicas usadas em rações industrializadas são os vilões. Mas, para alguns animais, as reações são disparadas pelas proteínas da carne bovina.Alergia em animais tratada com homeopatia

Já existem medicamentos homeopáticos para as lesões decorrentes de alergias em animais. Além de não provocarem reações indesejadas, custam 70% menos do que remédios alopáticos e podem ser dissolvidos facilmente na água ou no alimento, garante o veterinário Marcos Fernandes. Ele ressalta que o agravamento de alguns quadros após o início do tratamento faz parte do processo terapêutico da homeopatia e não significa que a droga seja ineficaz ou nociva. Para encontrar um especialista nessa área, você pode ligar para a Associação Médica Brasileira de Veterinários Homeopatas.

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